A linguagem que utilizamos na comunicação paroquial tem um poder imenso. Ela molda a cultura da comunidade, educa os fiéis e transmite a essência da nossa fé. Na Pastoral do Dízimo, isso não é diferente. Nas Missas, avisos e reuniões, é muito comum ouvirmos a expressão devolver o dízimo. Mas será que essa é a melhor forma de comunicar esse gesto de amor e corresponsabilidade?
Se a sua paróquia ainda utiliza esse termo, este artigo é para você. Vamos mergulhar nas orientações do Documento 106 da CNBB (O Dízimo na Comunidade de Fé) e entender por que a profissionalização da evangelização também passa pela escolha correta das palavras.
O peso das palavras na Pastoral do Dízimo
Muitas vezes, agentes da Pastoral do Dízimo e até mesmo sacerdotes utilizam palavras diferentes para expressar a mesma ação: pagar, ofertar, doar, e, claro, devolver o dízimo.
O Documento 106 da CNBB, no seu parágrafo 56, alerta que “a linguagem utilizada sobre o dízimo precisa estar em sintonia com seu significado e suas corretas motivações”. Ou seja, a palavra que você escolhe para o cartaz, para o envelope ou para o aviso no final da Missa pode aproximar ou afastar o paroquiano da verdadeira experiência de ser Igreja.
Por que não devemos falar em “pagar” ou “devolver o dízimo”?
O parágrafo 57 do documento da CNBB é muito claro ao dissecar os significados por trás dos verbos que costumamos usar erroneamente. Veja o que eles transmitem:
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Pagar: Pode ser entendido como a liquidação de uma dívida. O dízimo não é um boleto, um imposto ou uma taxa paroquial.
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Devolver o dízimo: Segundo a CNBB, a palavra devolver “se relaciona facilmente com a devolução de um valor tomado por empréstimo”. Essa visão comercial enfraquece a gratuidade e o amor que devem motivar o gesto.
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Ofertar: Pode levar os fiéis a confundirem o dízimo com a coleta espontânea que se faz durante a celebração litúrgica (momento do ofertório).
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Doar: Utiliza-se mais para uma contribuição pontual, espontânea ou solicitada para uma finalidade específica, como uma campanha do agasalho ou a reforma do telhado.
Os termos corretos segundo a Igreja: Contribuir e partilhar
Se não devemos falar em pagar ou devolver o dízimo, quais são as palavras adequadas para os materiais de comunicação e para a fala dos agentes pastorais? A CNBB indica dois caminhos perfeitos:
1. Contribuir
A CNBB aponta “contribuir” como a opção mais adequada. Este verbo inclui o significado de concorrer para a realização de um fim, tomar parte em algo comum, assumindo solidariamente a responsabilidade. Quem contribui com o dízimo, entende que a paróquia é a sua casa e assume a responsabilidade de mantê-la viva e atuante.
2. Partilhar
Este é outro termo profundamente apropriado e evangélico.
“Contribuindo com o dízimo, os fiéis dão de si mesmos e de seu trabalho, partilhando o resultado de seu trabalho, de seus rendimentos ou bens, a serviço do objetivo comum que é a evangelização”. (Doc. 106, nº 57).
A comunicação como aliada da sustentabilidade evangelizadora
A forma como a sua paróquia se comunica afeta diretamente o engajamento e, consequentemente, a arrecadação. Substituir o “devolver o dízimo” por “partilhar” ou “contribuir” é um pequeno ajuste de linguagem que reflete uma grande mudança de mentalidade.
O dízimo não é uma obrigação financeira, mas um ato de fé, gratidão e pertença. Quando a sua comunicação pastoral reflete isso de forma clara, bonita e profissional, os corações se abrem e a comunidade cresce.
A profissionalização da evangelização exige que revisemos nossos métodos, sem jamais perder a essência da mensagem. Se você sente que a sua Pastoral do Dízimo precisa ir além de simplesmente arrecadar, é hora de dar um passo estratégico.
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