Um dos grandes desafios de uma equipe diocesana da Pastoral do Dízimo é compreender o seu papel de atuação nas comunidades paroquiais. Neste artigo você irá encontrar indicações de como é necessário e quais os passos para um verdadeiro pastoreio diocesano em relação à vivência do dízimo.
Para iniciar, vale recordar qual é a missão da Pastoral do Dízimo. No documento 106 da Conferência episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB), temos uma definição clara sobre: “A Pastoral do Dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade motivar, planejar, organizar e executar iniciativas para a implantação e o funcionamento do dízimo, e acompanhar os membros das comunidades no que diz respeito a sua colaboração em sintonia com a Pastoral de Conjunto da Igreja particular.”
Sabemos que a missão da Pastoral do Dízimo está diretamente ligada ao processo de implantação e funcionamento das atividades relacionadas à contribuição dos fiéis com suas comunidades.
Ao longo da minha experiência oferecendo consultoria e formação para diversas paróquias de todo o Brasil, pude perceber que muitas comunidades paroquiais estão sem direção em suas atividades. Elas fazem o que podem e o que acreditam ser o necessário para alcançar os resultados.
Qual seria então o papel da equipe diocesana da Pastoral do Dízimo visto que na verdade a atuação diocesana está ligada diretamente às lideranças paroquiais?
A equipe diocesana da Pastoral do Dízimo não é a equipe paroquial
O primeiro passo que precisamos dar é compreender, de uma vez por todas, que a equipe diocesana não é a equipe paroquial. Isso significa que não compete à diocese determinar o que deve ser feito na comunidade paroquial. O público alvo das paróquias são os fiéis que delas participam, ou seja, não é o mesmo público da diocese. O foco deve ser as lideranças das paróquias.
Concentrar os esforços da ação pastoral diocesana nos líderes paroquiais irá aumentar o engajamento deles, o que consequentemente irá garantir resultados financeiros para a comunidade.
O que muitas vezes acabo percebendo é um esforço da equipe diocesana para intervir nas ações da paróquia e acaba não garantindo o foco no essencial que é tornar as comunidades paroquiais protagonistas do processo evangelizador dos seus dizimistas.
Ter uma equipe diocesana estruturada e profissionalmente capacitada
A realidade predominante dos perfis de equipes diocesanas da pastoral do dízimo que me deparei ao longo dos anos é um grupo de agentes pastorais que exercem suas funções na coordenação como voluntários.
Na maior parte dos casos, as dioceses não costumam ter profissionais contratados e capacitados para coordenar e executar as atividades de responsabilidade diocesana. O que considero o maior erro na gestão de captação de recursos da diocese.
Se queremos garantir a continuidade da prática do dízimo e também o aumento da arrecadação tornando possível que ele seja a principal fonte de receita da paróquia, é preciso investir na implantação e estruturação das equipes diocesanas com profissionais capacitados para atuar em período integral. Só assim será possível um verdadeiro acompanhamento das comunidades paróquias.
Torna-se impossível que uma equipe de voluntários consiga atender a todas as demandas geradas ao longo do trabalho. É preciso, além dos agentes de pastoral diocesanos, a cúria contar com funcionários capacitados que garantam a execução de um plano de ação estruturado.
Acompanhamento personalizado: o segredo para a mudança
Sem dúvidas o grande segredo para alavancar o crescimento da Pastoral do Dízimo nas comunidades paroquiais é a equipe diocesana da Pastoral do Dízimo pensar em um processo contínuo de acompanhamento pastoral.
O pastoreio é essencial na ação evangelizadora, sem ele torna-se cada vez mais desafiante o crescimento das nossas comunidades.
Aqui na agência já atendemos mais de 280 paróquias de todo o Brasil em nossos cursos e mais de 150 nos serviços de assessoria do dízimo, o que mais percebemos é a necessidade de um acompanhamento personalizado capaz de oferecer uma direção do que pode ser feito.
Este pastoreio deve ser baseado em três pilares: formação, gestão e comunicação. É preciso que a equipe diocesana possa contribuir com cada paróquia trazendo pistas que possam iluminar a equipe paroquial. É uma espécie de consultoria que vai ao longo do ano dando direção e oferecendo luz para iluminar os caminhos da evangelização.
Para finalizar, é importante destacar que este acompanhamento não é um ato fiscalizador, mas um movimento de pastoreio em que a diocese oferece um importante serviço para a comunidade paroquial.
Mas quais seriam as atividades predominantes durante o acompanhamento? Destaco abaixo algumas delas:
- Construir com a equipe paroquial o diagnóstico da realidade do dízimo;
- Dar apoio e supervisão no desenvolvimento do plano de ação da Pastoral do Dízimo;
- Dar mentoria direcionada ao pároco, entendendo suas necessidades e oferecendo suporte no tema ligado à sustentabilidade evangelizadora;
- Oferecer a campanha diocesana para o dízimo;
- Elaborar e disponibilizar materiais formativos;
- Na medida do possível, oferecer formações presenciais;
- Realizar acompanhamentos trimestrais com cada paróquia.
Espero ter contribuído com o seu aprendizado e em breve nos veremos!
Jean Ricardo
CEO e evangelizador na Dominus