Não fale de dinheiro, fale de evangelização - Dominus Comunicação

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mat 6:24)

Outro dia escutei uma homilia linda do Pe. Roger Araújo da Canção Nova, em que ele comentava sobre este evangelho e dizia que há, nessa Palavra, uma afirmação categórica de Jesus: não dá para ocuparem o mesmo espaço, o dinheiro e Deus. Porque, se o dinheiro existe, é para estar a nosso serviço e a serviço de Deus. Nunca para colocar o Senhor a serviço do dinheiro nem para fazermos o pior, que é colocar o dinheiro como o “deus” da nossa vida.

Mas, naquele dia eu percebi um detalhe que, por muito tempo, me passou despercebido no Evangelho: A palavra dinheiro está escrita com letra maiúscula. Bom! Fiquei refletindo algumas semanas sobre o assunto… Preciso confessar para você que eu não tenho mais dúvida alguma: o dinheiro é o “deus” deste mundo, ele manda neste mundo, compra as pessoas que se vendem por causa dele. Eu conheço, e provavelmente você conhece, pessoas que comandam pelo dinheiro. Além disso, vivemos em função de ter ou não ter dinheiro. Enfim, as pessoas falam o tempo todo dele, preocupam-se muito e exageradamente com ele.

A tendência é trazermos essa realidade também para nossa Paróquia. Acompanhando as mais de 50 paróquias dia após dia, nós, aqui na agência, auxiliamos com a prestação de contas com os dizimistas, e pasme: mais de 80% das comunidades vivem muito bem a dimensão eclesial do dízimo (sustento do clero, da mitra diocesana, das obras da paróquia…), mas poucas delas vive de fato a dimensão caritativa do dízimo. O auxílio aos pobres é quase sempre negligenciado! 

E você pode até pensar assim: Ah, mas Jesus não aceitou dinheiro! Aqui, mais uma vez, trago as palavras que escutei na mesma homilia do Pe. Roger. Ele falava que é óbvio que Jesus pegou em dinheiro! Jesus e os discípulos precisavam de dinheiro para se alimentar nas viagens, se vestir… e que certamente havia alguém especificamente designado a cuidar do caixa comum das doações que eles recebiam. E você deve se lembrar que aquele que cuidava do dinheiro se corrompeu, porque fazia mau uso dele. O dinheiro, quando vem a nós, pode nos dominar e corromper.

Pensa comigo: Sabemos que existem dizimistas de sua paróquia que não são fiéis mensalmente ao dízimo. Alguns se mudaram, outros estão desempregados ou passando por dificuldades financeiras. Porém, certamente existem aqueles que não são fiéis pois perceberam que o recurso não está sendo investido em alguma obra social no bairro, ou por acreditar que está sendo mal investido mesmo, OU talvez você não preste contas aos dizimistas e ele simplesmente não sabe para onde o recurso está indo. 

Outro erro frequente: Avaliarmos os eventos e atividades de nossa paróquia de forma medíocre, por exemplo “o retiro de jovens foi muito bom, a comida estava ótima!”. O que é muito diferente de: “o retiro de jovens de nossa Paróquia contou com a participação de 120 jovens que tiveram uma experiência com Deus. Os custos do retiro foram pagos com recursos oriundos do dízimo (dimensão missionária) e aproximadamente 80 jovens estão engajados no grupo de jovens de nossa paróquia”. Perceba como isso oferece dados concretos e torna público as ações que são feitas a partir do dízimo. Será que, com informações como essas,  os dizimistas não se tornariam mais fiéis ao dízimo?

Por isso, sempre repetimos para nossos clientes: Fale da evangelização!

O dinheiro, quando está a serviço da evangelização, VIRÁ naturalmente, pois Deus é fiel. VIRÁ principalmente se você prestar contas da evangelização feita em sua comunidade.

Que Deus seja Deus em nossa vida e que o dinheiro esteja a serviço do bem e da fraternidade, no cuidado dos outros e na construção do Reino dos Céus.

Deus abençoe você!

Francielle Lopes

Formada em Processos Gerenciais pela Faculdade de Tecnologia Senac/SC. Atualmente é Gestora do Sucesso do Cliente na Agência Dominus Evangelização e Marketing e focada nos resultados dos projetos de seus clientes. Seu coração está na evangelização!

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