Os principais desafios pastorais de uma Comunidade Paroquial

Os principais desafios pastorais de uma Comunidade Paroquial

A Comunidade paroquial continua sendo uma célula de cada Igreja Particular. Usar a expressão “célula” para exemplificar as comunidades paroquiais vem do Concílio Vaticano II, no qual o decreto Apostolicam Actuositatem (sobre o apostolado dos leigos) reforça esse conceito, a fim de pontuar o caráter de unidade dos fiéis em torno do pastor. Portanto, a comunidade paroquial é o lugar de encontro dos irmãos ao redor do banquete eucarístico. 

Em uma sociedade exalta o individualismo e o relativismo, os desafios pastorais enfrentados pelas comunidades são os mais diversos. Lembrando que a razão de existir de uma paróquia passa pelo mandato evangelizador de ir à todas as criaturas e anunciar a Boa-Nova de Jesus Cristo. Desse modo, todas as ações estruturais, organizacionais e sociais da nossa Igreja devem girar em torno deste eixo central:  a evangelização.

Conheça alguns dos principais desafios pastorais vividos pelas comunidades paroquiais na atualidade. 

1. Não comprometimento dos agentes de pastoral

Uma comunidade funciona a partir da relação de corresponsabilidade entre os irmãos. E, infelizmente, esse é um dos principais desafios enfrentados pelas paróquias. As pessoas tendem a frequentar as celebrações eucarísticas e os eventos paroquiais, mas só um número muito pequeno se compromete com o serviço pastoral. Isso se deve a inúmeros fatores como: rotina frenética que impossibilita a presença no cotidiano; falta de sentimento de pertença dos fiéis; é cada vez mais comum a pouca permanência em uma mesma comunidade; falta de identificação com o pároco, entre outros.  

2. Pouca arrecadação do dízimo

O dízimo é o principal meio de sustento da comunidade. Porém, um dos maiores problemas que os administradores paroquiais enfrentam é sua arrecadação insuficiente frente às demandas financeiras da comunidade. As causas são diversas, mas, entre as principais, está o pouco investimento na educação dos fiéis em relação ao dízimo, a falta de formação da pastoral do dízimo e a falta de um planejamento estratégico voltado para essa área. 

3. Dificuldade com as novas tecnologias

Para dialogar com a sociedade atual, em especial as novas gerações, é necessário o domínio dessas tecnologias. Porém, boa parte das comunidades possuem métodos de evangelização e divulgação de informações que não se comunicam com o universo digital. Isso acaba deixando a comunidade com grande dificuldade em avançar em ações de evangelização e estratégias de arrecadação. 

4. Acúmulo de funções no pároco / administrador paroquial

A falta de lideranças paroquiais causa uma outra dificuldade: o acúmulo de funções no pároco. Nossos sacerdotes – que já são em número insuficiente diante da quantidade de fiéis – tendem a se sobrecarregar de diversas atribuições, gerando desgaste e centralização de poder, dificultando as relações entre ovelha e pastor. 

5. Não possuir um planejamento estratégico de pastoral

O bom  andamento de uma ação depende, em grande parte, de um planejamento estratégico definido de modo concreto e profissional. Porém, poucas comunidades possuem essa habilidade, o que dificulta o processo de desenvolvimento e organização da paróquia como um todo. Um dos pontos mais prejudicados é a pastoral de conjunto, dado a falta de articulação e unidade dos trabalhos pastorais. O planejamento de evangelização permite que a comunidade saiba, com clareza, como se encontra na evangelização e quais suas metas e objetivos.  

Heraldo Lima

Jornalista de formação, possui intensa e longa experiência missionária. Atualmente compõe a equipe de Redação na Dominus Evangelização e Marketing. Casado com a Anne e pai do Davi. Seu coração está na evangelização!

1 Comments

  1. Raimunda Zilma disse:

    muito bom esse texto, explicando com clareza e resumidamente este tema.

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