7 mitos sobre plano pastoral que você precisa deixar para trás

7 mitos sobre plano pastoral que você precisa deixar para trás

O processo de construção de um plano pastoral é um momento de muita graça para comunidade. É preciso unidade, espiritualidade, técnica e muito amor pela evangelização. Porém, alguns agentes pastorais acabaram acreditando em certos mitos que dificultam o caminho, impedindo que o plano se desenvolva e se torne concreto. Fizemos uma lista com 7 desses mitos, baseados em nossa experiência com planejamento pastoral aplicada em mais de dez anos de consultoria para paróquias e dioceses de todo o Brasil. 

1. Achar que o outro é o problema

Quem nunca ouviu comentários que apontavam para o pároco, ou o coordenador de pastoral, ou líderes e secretários? Infelizmente, um dos principais mitos que passamos a acreditar  é de que o culpado é sempre um terceiro, o outro. Pode ser, na verdade, que as pessoas não estejam motivadas ou até mesmo não tenham compreendido o sentido do serviço pastoral. Não se pode permanecer na crença de que a questão da deficiência pastoral esteja alheia aos que estão diretamente envolvidos no processo .  É importante que aconteça, frequentemente, uma avaliação real e honesta dos problemas que estão acontecendo.

2. Usar o “achômetro” na análise de dados

Um dos principais pontos do diagnóstico, etapa indispensável de um bom planejamento, corre o risco de ser encarado como um lugar de expressão de opiniões subjetivas. O tal do “achômetro”. É preciso que sejam levantados dados reais, não simplesmente opiniões pessoais. Obviamente é preciso que se criem canais de pesquisa nos quais seja possível  escutar não só as lideranças, mas os frequentadores. Contudo, essas pesquisas precisam ser interpretadas com rigor técnico e o máximo de isenção.

3. Não analisar atas de reunião

É uma tradição antiga – milenar, podemos dizer – sempre registrar em ata decisões e acontecimentos da vida eclesial.  Porém, nem sempre as atas são analisadas como um material de pesquisa rico. A partir da evolução cotidiana, é possível olhar com maturidade esses indicativos e acompanhar o caminho para onde as ações de evangelização estão levando a paróquia. 

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4. Só usar a visão pastoral/evangelizadora

Com medo de “ferir” a espiritualidade, que deve ser a base de todo o plano pastoral, alguns decidem utilizar só a visão pastoral e evangelizadora da trajetória da paróquia. Se isentando do rigor técnico e científico do processo de um planejamento. Isso é um erro! Uma vez que razão e fé caminham juntas e dialogam entre si, espiritualidade e técnica devem ser o alicerce de um projeto como esse. 

5. Achar que a evangelização não é mensurável

Alguns costumam levantar: “Meu público alvo são todos os filhos de Deus!” ou algo como “Não podemos mensurar quantas pessoas virão pro evento X de evangelização”. Isso é outro mito. Um planejamento pastoral precisa ter metas claras. Não só objetivos. Por exemplo: define-se como prioridade a formação das famílias. Mas, quantas famílias quero engajar? Outro exemplo: Uma das metas é intensificar sua vivência da oração em comunidade. Porém isso precisa ser também quantificado de modo objetivo e claro: Promoveremos 24h de adoração mensal no âmbito paroquial.

6. Não é possível aplicar a pastoral de conjunto.

Algumas comunidades acham a pastoral de conjunto algo utópico. Não, ela é possível! Só é preciso pensar as ações pastorais como um todo. Infelizmente, no âmbito paroquial, não é comum que se tenha clareza do processo evangelizador que a paróquia precisa viver. Então, não se consegue integrar os movimentos e pastorais. 

Para entender melhor como funcionaria esse processo, olhemos para a evangelização dos jovens. Não se trata somente de ações voltadas para um contato com o jovem, mas é preciso pensar em sua integridade, no início, meio e fim. O processo evangelizador deve alcançar quem chega agora e não conhece a Deus! De modo que, a estrutura pastoral esteja com ele, desde o início do seu processo de conversão, e passando pelas diversas instâncias pastorais da comunidade. Olhando para isso, preciso pensar onde cada pastoral e movimento se encaixaria. 

7. Não é necessário se profissionalizar para planejar

Uma prática muito comum, no dia a dia das nossas comunidades, é dar a alguém atribuições que não sejam de sua competência profissional. É uma realidade ligada à confiança e a disponibilidade de cada um. Porém, é preciso entender que certos trabalhos pedem ações profissionais, como um planejamento estratégico. Além disso, um olhar de fora abre um leque de opções e ângulos que quem é de dentro da comunidade não conseguiria perceber.  

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Heraldo Lima

Jornalista de formação, possui intensa e longa experiência missionária. Seu coração está na evangelização!

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