Párocos: Como acompanhar os trabalhos dos coordenadores - Dominus Comunicação

Párocos: Como acompanhar os trabalhos dos coordenadores

O acompanhamento de uma atividade, qualquer que seja, é parte indispensável no alcance do objetivo. Sendo assim, acompanhar os trabalhos dos coordenadores da paróquia faz parte da missão do pároco que deseja evangelizar sua comunidade.

É verdade que quando desempenhamos um serviço para a paróquia, mesmo que seja remunerado, no caso dos funcionários, fazemos com uma motivação diferente. Afinal, estamos zelando pela Igreja, a casa de Deus e fonte de alimento espiritual.

Sendo assim, o acompanhamento envolve valores evangélicos. Ou seja, o cuidado com a vida de cada pessoa à frente de uma coordenação e o acompanhamento de seu serviço para que ela não se sinta sozinha na missão de evangelizar.

Por isso, selecionamos alguns itens que fazem parte do acompanhamento dos coordenadores pelos párocos. Confira até o fim.

O acompanhamento faz parte do pastoreio

O Código de Direito Canônico (529) diz que o pastor deve conhecer os fiéis confiados aos seus cuidados, visitando as famílias, participando de suas angústias, confortando-as no Senhor; corrigindo-as prudentemente caso tenham errado. 

É interessante como o termo usado é pastor e não pároco. Logo, exatamente para lembrar ao sacerdote que ele é a representação de Jesus, o Bom Pastor, e que sua primeira missão é cuidar das ovelhas.

Sendo assim, o acompanhamento junto aos coordenadores é parte de um pastoreio já que cada pessoa foi escolhida por Deus para colaborar com o pároco na condução do rebanho e também faz parte desse povo necessitado de oração e ajuda.

Logo, acompanhar é o mesmo que criar laços de amizade, estar perto da pessoa como pastor, preocupar-se com sua saúde espiritual, o andamento de sua família e seu serviço à Igreja. Ou seja, escutar a pessoa e dar suporte quando ela precisar de ajuda.

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Oração e acompanhamento: amigos inseparáveis

A oração é uma ação fundamental na vida paroquial e ela começa em cada pessoa que participa e serve como coordenador(a) na comunidade. Mas o padre sempre será a primeira referência para essa prática.

Logo, para um bom acompanhamento, a oração vem como carro chefe em todas as situações. É preciso que o pároco convide seus coordenadores para oração e esteja presente conduzindo e abrindo caminhos de espiritualidade para todos os serviços.

E rezar com os coordenadores é uma grande missão, porque cada um corresponde a uma porção do povo de Deus; e quando eles se fortalecem espiritualmente, favorecem muitas pessoas e sustentam muitos desafios juntos.

Por isso, momento de adoração, de meditação da Palavra de Deus, de celebração dos sacramentos, seja unção dos enfermos, confissão ou eucaristia, fazem muito bem para o andamento da vida dos coordenadores paroquiais.

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Dialogue e planeje 

O pastoreio e a oração, como primeiros passos para o acompanhamento de coordenadores, abrem espaço para o diálogo e o planejamento, duas ferramentas essenciais para o bom andamento paroquial.

O Papa Francisco no documento Fratelli tutti diz: “O diálogo é o caminho mais adequado para se chegar a reconhecer aquilo que sempre deve ser afirmado e respeitado e que ultrapassa o consenso ocasional”. 

Ou seja, o diálogo é a porta de entrada para uma sociedade tão diversificada e que precisa da luz do Evangelho para conhecer e defender convicções fundamentais para a fé e a vida da comunidade.

Então, o acompanhamento de coordenadores pede reuniões, encontros e diálogos. Logo, isso exige planejamento, tendo em vista o bem de cada coordenador e a própria finalidade da vida paroquial que é apresentar Jesus Cristo como Salvador da humanidade. 

Promova formação doutrinária e espiritual 

O acompanhamento dos coordenadores passa pela formação. A Palavra de Deus diz: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (cf. Os 4,6). Logo, a formação dos líderes, assim como dos párocos, é um compromisso de toda Igreja.

E essa formação precisa envolver, alcançar a pessoa por inteiro, desde seu batismo, seu compromisso social, seu papel de cidadão(ã) e sua responsabilidade eclesial e missionária. Essa formação se dá em processo, com organização, conteúdo e objetivos bem definidos.

Sem esquecer que o assunto central é a pessoa de Jesus Cristo, a doutrina da Igreja e a voz do Santo Padre e do Magistério. E não é apenas o sacerdote quem pode ensinar, mas diáconos, religiosos, seminaristas, leigos e leigas de forma que a haja contribuição de todos.

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Por fim, acompanhar os trabalhos dos coordenadores envolve muitas ações que pedem empenho e dedicação, mas trazem muitos frutos para a comunidade inteira, principalmente a consciência evangélica da comunhão uns com os outros e com a Igreja.

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Luciana Ferreira

Bacharel em Direito; graduada em Letras e especialista em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa; atuou como missionária por longos anos; foi gestora escolar; e trabalhou diretamente com gestão de pessoas. Possui experiência em produção de conteúdo para web como Copywriter. Atualmente, é redatora e revisora freelancer da Dominus Evangelização e Marketing.

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