Você que trabalha com atividade pastoral já deve ter se perguntando: Por que deixamos para fazer o planejamento pastoral no final do ano? Também já deve ter passado pela situação de fazer um planejamento às pressas e ter a sensação de que não fez como deveria. Isso acontece na maioria das vezes porque a comunidade paroquial ou diocesana não planejou um tempo adequado e necessário para o desenvolvimento, sem correria, de um bom projeto. Resumindo: não fez um planejamento para planejar.
É muito importante que – já no período em que nos preparamos para a virada do segundo semestre – os líderes paroquiais comecem a preparar o planejamento do próximo ano. Se sua comunidade não tem um planejamento de longo prazo, ouso dizer que ela precisa desenvolver um plano pastoral urgente, com no mínimo três anos de duração. Mas, quem já possui um plano, precisa realizar, todos os anos, um processo de avaliação e de alinhamento dos objetivos e metas traçados.
Vale lembrar que, quando falamos em um plano pastoral, não se trata do cronograma de atividades da paróquia. Caso tenha dúvida sobre o que é, recomendo que leia o post Planejamento na evangelização: a força que sua comunidade precisa:
Quero aqui oferecer a você um caminho seguro para percorrer as etapas no desenvolvimento do plano pastoral de sua comunidade.
O melhor período para diagnosticar
Todo planejamento para ser bem desenvolvido depende de um bom diagnóstico. Para isso é preciso muita pesquisa, análise de dados, avaliações e reuniões. Essa etapa é recomendável iniciar no período de julho e agosto.
Esses meses são bastante propícios para fazer o diagnóstico. O motivo? É um tempo, geralmente, mais tranquilo da vida paroquial. Antes temos importantes festas litúrgicas, depois vêm o mês missionário, celebrações de primeira comunhão e crisma, além, é claro, dos últimos meses em que se retomam importantes momentos da liturgia.
A fase do diagnóstico deve envolver a todos, por isso a importância de ser feito em um período mais tranquilo.
O melhor período para planejar
Já a elaboração do plano pastoral vai necessitar de uma equipe menor, mas com uma boa representatividade paroquial. Essa etapa pode ser feita nos meses de setembro a outubro. Será preciso, para essa fase, de poucas reuniões e de uma ou duas pessoas, com muita boa vontade, para coordenar o processo e escrever o planejamento.
O melhor período para aprovar
Feito o planejamento, é hora de apresentá-lo para o Conselho de Pastoral Paroquial, que tem a missão de aprovar ou rejeitar. Esse processo deve acontecer numa Assembleia Paroquial. É fundamental que seja separado pelo menos um final de semana inteiro para tal atividade e que ela seja muito bem planejada. Caso não seja possível separar um final de semana, organize um ciclo de reuniões que tenha pelo menos 16 horas.
Qual a melhor hora para começar a executar?
Com o planejamento feito e aprovado, agora você pode começar o procedimento de execução. Como tudo aconteceu até novembro, sua paróquia já está com calendário pronto e com todos os projetos programados, resta, então, começar a executar. É importante destacar que um plano começa sempre a ser executado antes do seu prazo de vigência, visto que muitas atividades já devem ser realizadas no início do ano.
Conclusão
É preciso deixar claro que este “esquema” é fruto da minha experiência no desenvolvimento dos planos pastorais em que a Dominus realizou consultoria. Você deve observar a sua realidade, mas essa proposta pode se enquadrar na maioria das nossas comunidades paroquiais.
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Jean Ricardo
Empreendedor na evangelização, apaixonado por planejamento e marketing digital. É CEO da Dominus Evangelização e Marketing, comanda o time de evangelizadores. O seu coração está na evangelização!
1 Comments
Muito bom este material .