Gestão de pessoas: como construir espaços que iluminam vidas! - Dominus Comunicação

Gestão de pessoas: como construir espaços que iluminam vidas!

Pode parecer estranho falar de gestão de pessoas fora dos ambientes corporativos, mas apesar de algo complexo, a boa administração dos recursos humanos é essencial para a saúde e o crescimento da evangelização dentro e fora dos ambientes religiosos. 

A gestão de pessoas no âmbito pastoral, nada mais é do que ter lideranças que cuidam de pessoas em suas jornadas de trabalho, seja ele remunerado ou não.

Foi exatamente olhando para essa necessidade pastoral, que a Dominus trouxe para o Evangelizar Summit, a Ketlin da Rosa, que é especialista em Comunicação Empresarial e CEO da Jornada Quest, Startup que trabalha com atração e seleção de talentos para as organizações. 

 

Gestão de pessoas e liderança

 

Como dissemos anteriormente, nunca foi tão necessário que a Igreja, especialmente as lideranças, cuidem bem das pessoas, para que elas estejam bem para anunciar o Evangelho.

E falar de gestão de pessoas é falar de jornada! Isso significa que todos temos uma história, uma trajetória para ser olhada. E nada mais justo do que começar falando sobre as próprias lideranças. Afinal, como liderar se você não se conhece ou não sabe que tipo de liderança exerce? 

“A primeira coisa que eu sempre convido, a todo mundo que quer estudar sobre gestão de pessoas, é refletir para descobrir ‘quem eu sou enquanto líder?’ ” – Assim começou dizendo  a Ketlin em sua palestra.

Todos nós temos a nossa jornada, e são esses pequenos aprendizados e situações que passamos, que nos tornam o líder que somos hoje! 

E ainda, se eu não consigo nem olhar e refletir sobre a minha história, como é que eu vou compreender a história do outro?

Então, se eu souber gerenciar bem os meus conflitos, também terei mais habilidades para gerenciar os conflitos dos meus liderados. 

 

Circuito de Compreensão da Gestão de Pessoas

 

A Ketlin, com a sua experiência e atuação em gestão de pessoas, desenvolveu uma metodologia para implementar ações de gestão de pessoas nos mais diversos ambientes, inclusive em nossas Igrejas e na ação pastoral. 

Então, vamos conferir o passo a passo desta metodologia?

  1. Mapear

Antes de mais nada, para quem está voltado o nosso planejamento pastoral? Para aquelas que vamos evangelizar, para os agentes de pastoral, para os fiéis da Paróquia… Enfim, para as pessoas, não é mesmo? 

Realizar o mapeamento é entender e conhecer a fundo que está com você evangelizando e quem são os evangelizados!

Isso significa que se você ainda não conhece em profundidade as pessoas que estão na sua realidade pastoral, não tem como fazer um bom planejamento orientado à evangelização!

Mas, como avaliar se o mapeamento pastoral que eu tenho atualmente  é bom ou não? 

Por isso, em sua palestra, a ketlin trouxe 7 perguntas que iluminam a nossa compreensão.  Confira e responda cada uma delas com muita sinceridade: 

  1. Você tem listado todas as pastorais (departamentos) da sua paróquia?
  2. Essa lista está escrita e disponível para todas as lideranças da paróquia?
  3. Dentro de cada pastoral, você tem cadastrados os nomes de todos os integrantes?
  4. Você ou a sua equipe realiza atualizações regulares nesses dados (mínimo a cada dois meses)?
  5. Esse arquivo contém os principais dados pessoais de cada agente pastoral: como endereço, telefone de contato, e-mail, membros da família, sacramentos, profissão e data de aniversário?
  6. Vocês mantém também um histórico de cada agente: ano de início na atividade, pastoral atual, quais atividades já desenvolveu, quais formações participou, momento de vida do agente (ex. foi mãe e pai recentemente)
  7. Esse documento está digitalizado e disponível online para as lideranças pastorais?

 

Mas, como mapear?

 

Antes de mais nada, crie um formulário e peça o preenchimento para todos os agentes, funcionários, e pessoas que têm algum vínculo com a paróquia ou instituição. 

E para isso, utilize a tecnologia a seu favor! Ferramentas como Google Forms, ou outros formulários online, são gratuitos e agilizam o nosso trabalho!

É também muito importante, ao coletar os dados, não se esquecer de mencionar a LGPD para que a pessoa aceite e termos.  

Além disso, assuma o compromisso de manter os cadastros sempre atualizados com a ajuda das lideranças de cada pastoral, setor ou atividade. 

Vale a pena lembrar, o quanto sigiloso e cuidadoso deve ser esse processo. De nenhuma forma esses dados devem vazar, ou alguém da equipe compartilhar com pessoas que não sejam as lideranças! Fique atento nesse aspecto! 

Leia também:  Pano de ação: Uma ferramenta para crescer na evangelização

  1. Alinhar 

 

Na gestão de pessoas, o alinhamento de expectativas é uma atividade essencial para que todos trabalhem em sincronia para atingir os objetivos. Muitos problemas problemas pastorais surgem justamente do mal entendido, de coisas mal alinhadas e mal combinadas. 

Por isso, o ditado “O combinado não sai caro!” é tão real na Gestão de Pessoas! Quanto melhor você alinha as expectativas e deixa tudo claro, melhores serão os nossos relacionamentos e resultados evangelizadores.  

Então, para alinhar as expectativas, na perspectiva do voluntariado, use esses 4 passos chaves:

  1. Você sabe por que a pessoa está ali, naquela pastoral? Ela se sente bem realizando essas tarefas? Converse com ela e entenda!
  2. Compreenda o momento de vida atual dessa pessoa. Alinhe o tempo que ela tem disponível, facilidade de locomoção e ajuste cada atividade de acordo com esse tempo.
  3. Dentro da realidade dessa pessoa, escreva no que você precisa de apoio e pergunte a ela, a sua disponibilidade e habilidade com a tarefa.
  4. Quais as dificuldades essa pessoa tem em sua tarefa? O que você líder pode contribuir para o crescimento deste agente? Como você pode ajudar ele?

Anote tudo isso em um documento que irá se tornar o Plano de Desenvolvimento Individual de cada agente ou colaborador. 

 

  1. Desenvolver

Após o Alinhamento, com as informações em mãos é hora de traçar o Plano de Desenvolvimento Individual, ou PDI.

Ele é plano personalizado, ou seja, feito individualmente com cada agente ou colaborador, para que possa desenvolver-se nessa trajetória de serviço e evangelização. 

Com base nos dados recolhidos no alinhamento,  desenvolva o PDI com metas específicas e ações concretas que precisam ser executadas ao longo do tempo.

Por exemplo, uma pessoa deseja tornar-se catequista, mas ela ainda não está preparada para isso, então vamos listar as etapas e metas para ela alcançar esse objetivo, tais como:

  • Fazer uma formação para catequistas mês que vem;
  • Depois inserimos essa pessoa para auxiliar uma catequista experiente em uma turma pequena;
  • Logo após, começamos a acompanhar o seu desenvolvimento nessa turma;
  • E assim, listando etapa por etapa, até ela torna-se uma catequista. 

O processo da construção do PDI também serve para auxiliar cada agente ou colaborador a identificar áreas de melhoria, definir objetivos e desenvolver as habilidades necessárias para progredir em sua atividade pastoral ou profissional.

Importante salientar que ninguém deve listar e tentar mudar 20 coisas de uma só vez! A nossa evolução é passo a passo, e deve acontecer em uma área por vez! 

 

Como bons pastores 

 

Em suma, a nossa gestão, ainda mais enquanto Igreja, deve ser sempre humanizada, ou seja, aquela que reconhece cada PESSOA como única, com necessidades, talentos e histórias diferentes. 

Para que você líder, possa ajudar uma pessoa a se desenvolver, é necessário ter uma escuta  paciente, ouvir com empatia! E, até mesmo, ouvir mais do que falar! Afinal, cada uma dessas pessoas é importante, filhos e filhas de Deus que são confiados como ovelhas do rebanho que pertencem ao Bom Pastor, que é Jesus. 

Por isso é tão importante aplicar as técnicas de Gestão de Pessoas, pois ao final de tudo, quando o Senhor voltar, seremos reconhecidos como bons ou maus pastores do Seu rebanho? 

 

Leia também: 6 dicas para criar grupos de perseverança ou células

1 Comments

  1. […] isso, muitas ferramentas, do mundo dos negócios, das grandes corporações, do marketing e que a gestão utiliza no meio secular, não só podem, como devemos implementar em nossas comunidades, para […]

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