Você já parou para pensar que todo dizimista é, antes de tudo, um paroquiano? Muitas vezes, as paróquias concentram seus esforços apenas na arrecadação financeira, mas o verdadeiro aumento de contribuintes depende de um processo profundo de aproximação com Cristo. É exatamente nesse contexto que precisamos compreender e aplicar a jornada do dizimista.
O objetivo de uma comunidade paroquial não deve ser ter contas bancárias cheias de recursos provenientes de pessoas que não encontraram Deus, mas sim de corações que foram alcançados pela evangelização. A maturidade espiritual da pessoa é o que define a generosidade da sua contribuição.
Neste artigo, vamos entender como estruturar essa jornada em sua paróquia e transformar a partilha do dízimo em um autêntico caminho de santidade.
O início da jornada do dizimista
Um erro comum na gestão pastoral é acreditar que a relação com o contribuinte começa no preenchimento do envelope. Na verdade, a jornada do dizimista começa muito antes da contribuição ou do cadastro do dízimo. Ela se inicia com a evangelização e a transformação da pessoa em paroquiano.
O Documento 106 da CNBB afirma que o dízimo pressupõe pessoas evangelizadas. Isso indica que o crescimento no número de dizimistas depende de um processo evangelizador contínuo, e não apenas de um convite isolado para doar dinheiro. Afinal, a sustentabilidade financeira deve ser vista como uma consequência direta da conquista de corações para Deus.
A importância da Pastoral de Conjunto
O sucesso da jornada do dizimista não depende somente da Pastoral do Dízimo. Esse trabalho exige a Pastoral de Conjunto, envolvendo ativamente a secretaria paroquial, a catequese, a acolhida e o Conselho de Pastoral.
Se a acolhida não funcionar na paróquia, é provável que haja dificuldades na arrecadação e na retenção de dizimistas. Precisamos garantir que as pessoas que chegam à nossa comunidade sejam amadas e evangelizadas. Afinal, a Igreja não é uma ONG ou organização filantrópica, mas sim uma comunidade da qual os paroquianos pertencem e sustentam a missão.
O Funil da Evangelização e o momento do convite
Para estruturar a abordagem, a sua paróquia pode utilizar uma metodologia chamada “Funil da Evangelização“. Esse modelo esquematizado mostra as etapas que uma pessoa deve percorrer durante o seu caminho evangelizador. Ele é composto por quatro fases:
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Atrair.
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Converter.
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Discipular.
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Fidelizar.
O Funil da Evangelização ajuda a Pastoral do Dízimo a entender qual o momento ideal para trabalhar a vivência da partilha. O convite não deve ocorrer de forma aleatória, como entregar um envelope para um visitante. O momento ideal para convidar à partilha ocorre entre a conversão e o discipulado.
Evangelizar é dar às pessoas uma experiência de cuidado e afeto antes de pedir qualquer contribuição, como oferecer um banquete antes de apresentar a conta. O foco deve ser saciar a pessoa com o amor de Deus, para que não pareça que a paróquia está apenas buscando “mão de obra”.
Uma jornada contínua e inovadora
A jornada do dizimista é contínua e se assemelha a uma ampulheta. Mesmo quem já foi evangelizado precisa ser constantemente retroalimentado com acolhida, formação, motivação e relacionamento. Devemos constantemente re-evangelizar os paroquianos para que se lembrem de sua experiência com Deus.
Para acompanhar as mudanças culturais de nossa época, os métodos de evangelização precisam evoluir, embora a mensagem do Evangelho permaneça a mesma. A inovação não apaga a tradição, mas constrói as memórias das novas gerações de forma sólida. Como nos inspirou São João Paulo II, precisamos abraçar um “novo ardor, novos métodos e novas experiências”.
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